Praga – reeditando viagens

Capítulo III

Ok! prometo que este é o último (por enquanto) post sobre Praga. Mas não tenho como falar menos desta cidade.

A delícia de viajar é “estar diferente”. Em Praga, logo de cara, você está totalmente diferente por causa da língua.  Não há nenhuma pista sequer! É muito esquisita, mesmo. Tem acento circunflexo ao contrário, um monte de consoante junta… E nem todo mundo fala inglês. Alguns atendentes de lojas, são meio programados para entender coisas simples, sabem falar quanto é, mas se você faz uma pergunta mais complexa, um olhar de total pânico, toma conta da pessoa. Mas no geral, são atenciosos. Eu tinha lido que o povo era meio arredio, que não faziam questão de ajudar, mas (tenho sempre muuuita sorte) fiquei feliz de ter sido bem atendida em todos os cantos. Quando falávamos “Brazil”, logo diziam que eram fãs do futebol, etc.

Nosso terceiro dia em Praga foi já bem descontraído, já estávamos íntimos de Praga.

Saindo da Republiky Námesti, fomos para o bairro judeu (Josefov), que fica ao norte de Praga.

Nessa parte de Praga, estão as griffes superpoderosas, muitas joalherias e edifícios maravilhosos.

Todas as fachadas são absolutamente lindas!

Muita neve, nem sei que monumento é esse.

O bairro surgiu no século 13, sendo reformado entre 1893 e 1913, e hoje é provavelmente o conjunto de prédios e monumentos judaicos mais bem resguardados da Europa. Ainda que invadida pelos nazistas, a República Tcheca não teve uma participação tão pontual como Alemanha, Polônia ou Hungria, o que ajuda a entender a sua preservação. Quatro sinagogas, um pequeno museu e o antigo cemitério fazem parte atualmente do Museu Judaico.

UOL viagens

 

Bairro Judeu

Por causa do monte de neve, decidimos não visitar o Cemitério Judeu. Iamos pagar para não ver absolutamente nada. E cá entre nós, não sou muito chegada a cemitérios, nem mesmo o Pere Lachaise de Paris.  Então continuamos a bater perna…

Neste dia, alguns blocos de neve, estavam de desprendendo do alto das fachadas, cheias de detalhes, o que tornou o passeio, uma aventura. A gente andava um pouco, e ouvia aquele barulho. Olhava em volta, e era um tarugo de gelo, que se caísse em cima da gente, seria um belo estrago.

Voltamos então para Starometske Námesti. Ao lado do relógio astronômico, está o centro de informações turísticas.

Aproveitamos para tirar mais fotos. Cada ângulo tem que ser guardado na memória.

Orloj e Igreja de Nossa Senhora de Tyn

No centro de informações turísticas, pegamos mais mapas e fomos então na direção do “Edifício Dançante”. E descobrimos, uma sucessão de mais prédios lindos e pontes maravilhosas.

À direita, à esquerda… é difícil decidir para onde olhar.

Em total contraste com a arquitetura predominante, a gente dá de cara com o Dancing Building.

Lá no fundo, aparece o prédio, tão diferente do seu entorno.

De 1992 a 1996,  Frank Gehry e Vladimir Mulunic construíram o Fred & Ginger ( uma menção ao famoso casal de dançarinos Fred Astaire e Ginger Rogers).  E é mesmo supreendente, essa construção no meio de prédios em estilos góticos, barroco, art-nouveau .

Estávamos morrendo de frio e fomos nos aquecer tomando a deliciosa cerveja checa, num pub checo, na margem do rio.

Acabamos a noite num delicioso restaurante.

Para concluir esse post, repito ” Se você puder, venha a Praga, se não, venha de qualquer jeito!!! É uma cidade linda, aconchegante, extasiante!

Dá para conhecer tudo a pé, em três dias, se tiver disposição para andar o dia inteiro. É incrivelmente barata, inclusive a hospedagem.

Eu vou voltar. Praga tem sempre uma surpresa.

Até!

Sou professora por formação, artista plástica, designer e blogueira, mas gosto mesmo é de ser nômade. Moro seis meses em Londres, quando aproveito para viajar pela Europa, e seis meses no Rio de Janeiro, quando planejo as próximas viagens.
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Sou professora por formação, artista plástica, designer e blogueira, mas gosto mesmo é de ser nômade. Moro seis meses em Londres, quando aproveito para viajar pela Europa, e seis meses no Rio de Janeiro, quando planejo as próximas viagens.
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3 Responses to "Praga – reeditando viagens"

  1. Regina Mattoso says:

    Oi Celina, bom dia.
    Estou indo no fim de maio para Berlim, Praga e Budapeste. Gostaria de saber qual o trem/cia que vcs utilizaram para ir de Praga até Budapeste,
    Outra coisa, vc disse que utilizou cartões pré-pagos para internet nas 3 cidades, vc poderia me dizer aonde se encontram/comprar esse cartões?
    Obrigada.
    Bjs.

    Responder
  2. celmartin says:

    Oi Gina,
    Só hoje vi seu comentário no blog. Brigadão pela visita. Olha, Praga é a cidade mais linda do mundo (e olha que eu sou louca por Paris, “morei” lá dois meses).
    Mas Praga é diferente e muito, muito barata. Eu com certeza vou voltar na primavera, para ver a cidade mais colorida. Fiquei no Hotel Atlantic e recomendo. Pessoal atencioso, quarto enorme, cama confortável e um banheiro com aquecimento! Ótimo café da manhã! Eu e meus 2 filhos pagamos icnríveis 50 euros por noite. Além disso, restaurantes locais, servem boa comida e é bem acessivel. Qualquer outra pergunta, é só postar.

    Responder
  3. Gina says:

    Olá Celina, estou encantada com a cidade de Praga.Temos poucas informações sobre ela, mesmo porque não é o destino de muitas pessoas. E olha aí a surpresa! Um lugar que merece uma visita. Estou planejando uma viagem (sem data marcada ainda) para a Suiça, pretendo tb visitar Viena e vou incluir Praga no meu roteiro. Suas fotos despertaram minha curiosidade. Gostaria de algumas dicas sobre preço de hotéis, transporte e alimentação. Se meus planos derem certo pretendo ir no verão europeu. Abçs

    Responder

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