Reflexões sobre o Natal

Este post é para você que lá no fundo tem vontade de fazer um Natal diferente. A cada ano eu tento me descomplicar mais. Uma das descomplicações que conquistei é que não sou nem um pouco agarrada a datas. O que eu gosto é de comemorar, mas não precisa ser exatamente numa data pré-determinada. Um data internacionalmente marcada para todo o mundo estar feliz e contente, cercada de luzes, comida e gente.

Iluminação de Natal na Jenners - Edimburgo

Iluminação de Natal na Jenners – Edimburgo

Um Natal inesquecível? Passei voando, com champagne num copinho plástico, e depois dormi solenemente espremida na classe econômica da Air France.  Mas já passei Natal sozinha, já passei Natal viajando, longe da família, já passei Natal de pijama vendo a neve cair Natal com um perú perneta…  Natal com morcego. E cada Natal diferente foi deliciosamente libertador! Posso comemorar o Natal em novembro por exemplo, como normalmente eu e minha prima fazemos quando viajamos juntas. Portanto, não tenho obrigação alguma em relação a nehuma data, nem Natal, nem Páscoa, nem aniversário. Eu comemoro quando estou com pessoas queridas e quando estou feliz. Fácil, prático e principalmente: sem sofrimento. Sim, porque não há época mais propícia para um sofrimentozinho que datas marcadas para estar feliz. É alguém que não está mais com a gente… Algo que não rolou como você imaginou… e você tá lá no dia 24 toda trabalhada na tristeza.

Edimburgo - Escócia - Natal 2015

Edimburgo – Escócia – Natal 2015 – 3 graus

Confesso, que tudo faz mais sentido no hemisfério norte, onde as temperaturas combinam com a decoração, e todo o enredo faz mais sentido. O Natal a 40 graus, você lá, suando, toda melada, ver uma escada decorada com bonecos de neve enrolados em cachecóis, cantando trá-lá-lá lá lá é de lascar! Desculpe, não há romantismo ou espírito natalino que resista! Nem Papai Noel aguenta.

Papai Noel encalorado

Natal trá lá lá

Natal trá lá lá

Mesmo assim me divirto como expectadora. Ontem no supermercado, adentrei corajosamente o recinto. Constatando que estava incrivelmente vazio, liguei para minha filha em busca de um help -Filha! O supermercado tá vazio, traz o carrinho! Enquanto guardava o celular na bolsa, trenzentas e trinta e oito senhorinhas brotaram do chão munidas com seus carrinhos e como se fosse uma manifestação,  fecharam TODAS AS SAÍDAS do corredor onde eu estava!

Só então percebi que euzinha estava na “área” das aves natalinas.!!! Ou seja, perú e seus sózias.  (Ainda não consegui entender como um simples frango se transforma em Ave Natalina) O motivo da aglomeração? Cada griffe (Sadia, Seara, Perdigão etc. ) estava ofertando uma bolsa térmica e um refrigerante monstro, junto com a ave. Pronto! a palavra mágica: promoção!

Aves natalinas

Aves “natalinas”

E eu que tinha ido comprar uns legumes e frutas, me vi presa numa alegre convenção de senhorinhas deliberando sobre qual penosa era mais vantajosa levar para casa e qual brinde era mais legal. Totalmente influenciável, quando minha filha enfim me encontrou, exibi minha conquista: um peruzinho, uma bolsa térmica, e um guaraná que poderemos tomar até o fim de 2017. Então vai ter ceia? É, vai!

Eu sei, falando assim não parece, mas gosto da época de fim de ano. Das luzes, dos mercados de Natal, do sorriso na rosto das pessoas. Dessa esperança maluca que toma conta da gente. Da carinha que só uma criança sabe fazer ao ver um presente de Natal. As crianças sim, são importantes! Elas é que podem mudar os próximos Natais.

Miguel e Samuca - meus grandes amores

Miguel e Samuca – meus grandes amores

Hoje, aqui no Rio de Janeiro, sensação térmica de 1000 graus, só desejo que todos tenham um Natal com muita saúde e paz. O perú, a farofa, a árvore e os presentes? A gente só entende que realmente não fazem tanta falta assim, quando experimenta outras formas de comemorar e ser feliz.

Feliz Natal!!!!

Sou professora por formação, artista plástica, designer e blogueira, mas gosto mesmo é de ser nômade. Moro seis meses na Europa quando aproveito para viajar, e seis meses no Brasil, praticamente na ponte entre o Rio de Janeiro e Niterói. Eu moro onde estão meus sapatos.
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Celina Martins
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Sou professora por formação, artista plástica, designer e blogueira, mas gosto mesmo é de ser nômade. Moro seis meses na Europa quando aproveito para viajar, e seis meses no Brasil, praticamente na ponte entre o Rio de Janeiro e Niterói. Eu moro onde estão meus sapatos. Estou no Google + - + Celina Martins -
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4 Responses to "Reflexões sobre o Natal"

  1. ginapsi says:

    É Natal e estou aqui no Mala de Rodinha para desejar um Feliz 2017, com muitas viagens, com friozinho da Europa e do Canadá!
    Um carinhoso abraço

    Gina

    Responder
  2. Lena Reis says:

    Querida celina,

    Eis aí mais um texto que nos conecta em nossas impressões… Não em vão, a minha descoberta sobre o que seria um blog de viagens aconteceu através do Mala…

    Feliz Natal, minha flor. Para você e sua família, amigos e todos os que você guarda em seu coração! Continuemos com nossos sonhos de baixa temperatura, sossego, pleno emprego, paz na Terra e todos aqueles sonhos que nos movem de um ano a outro, de uma surpresa ou susto até outra surpresa ou susto, pois eles são a melhor justificativa para a passagem do tempo…

    Um 2017 lotadinho de tudo aquilo que você mais deseja.

    Um abraço gorducho, apertado e carinhoso daquela pessoa que permanece sua fã…

    Lena

    Responder
  3. Patricia says:

    Feliz Natal!!!!!!!!! Seja em q data for!!!!!!!

    Responder

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