Viagem à Itália: Venezia Sta Lucia – Padova Centrale

Sair do aeroporto e chegar a Veneza é fácil (expliquei aqui). Com o dia lindo assim, o difícil foi ir embora…

 

Vindo de ônibus (ATVO) em questão de meia hora estamos  chegando à Piazzale Roma, onde fica o terminal rodoviário de Veneza e bem  frente à polêmica  Ponte della Costituzione. É uma das 4 pontes (e a mais nova) sobre o Grande Canal e faz a ligação entre a Piazzale Roma e Venezia Sta Lucia, a estação ferroviária da ilha. Polêmica, pois a população da cidade não gostou nada do desenho modernoso da construção (inaugurada em 2008), e ainda por cima, a ponte é uma sucessão de pequenos degraus, ou seja, além da total falta de acesso à cadeira de rodas, dificulta o transitar de pessoas e suas bagagens!  Daí eu ter levado em vez da minha tradicional mala de rodinha, uma mochila de rodinha, bem levinha! O que é perfeito para Veneza inteira, pois o calçamento da cidade, não é exatamente um tapete. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que se instalaram alguns “carregadores profissionais” em ambos os lados da ponte. Cobram 2, 3 e 4 euros para “atravessar” a sua bagagem pela ponte. O problema, sinceramente não é pagar. É ficar tensa achando que o cara vai sair correndo com todos os seus pertences.

E do outro lado da ponte, lá está Venezia Santa Lucia. E bem ao lado, o centro de informações turísticas.  Meu trem para Padova, às 15:27 (sim, os horários são quebrados), me daria tempo matar um pouquinho a saudade desse conto de fadas, fazer um lanche ou almoçar e ainda comprar um chip local com acesso à internet para o smartphone, que foi mais do que útil durante a viagem inteira.  Coloquei a mochila nas costas e fui “caçar” uma loja da Tim.

Fui andando pelas ruas de Veneza, assim como se fosse absolutamente corriqueiro! Porém, a grande maioria das lojas fecham na hora do almoço, e a loja que encontrei, só abriria às duas e meia da tarde.

Veneza

Já no espírito mochileiro, fui “fazer hora” andando pela cidade. Um capucino alí, um “panino” acolá… Imagina! Euzinha, fazendo hora em Veneza para pegar um trem para Padova e de lá para Firenze!

Por fim, comprei o chip e com o coração querendo ficar, corri para a estação. A mesma em que cheguei da primeira vez que  vi Veneza!

Ao chegar na estação, a tarefa mais complicada é descobrir em  qual plataforma esperar seu trem. Até porque no seu bilhete está escrito VENEZIA SANTA LUCIA-PADOVA CENTRALE. Mas no quadro não, porque os trens podem estar vindo de uma outra cidade e indo para um outro destino e simplesmente parando na cidade em que você está e passando pela cidade para a qual você vai. Então o lance é se guiar pelo número do trem , o meu – 9439 por exemplo, o destino era Nápoles.

Funciona assim: perto da hora do trem, todo mundo fica olhando para esse quadro porque no bilhete não tem o número da plataforma (binario em italiano). A gente só fica sabendo para qual plataforma se dirigir quando é anunciado no quadro que está na foto. Assim que aparece o binário (plataforma), toca a andar para pegar o trem que não espera ninguém, só faz uma parada para as pessoas entrarem e saírem. Já no trem, tem que ficar atento ao seu destino. Como Padova é muito perto de Veneza, nem deu tempo de curtir o conforto do trem: cadeiras individuais, duas a duas de frente umas às outras, com uma mesinha no meio. Rapidinho estava chegando à Padova.

E sobre Padova, conto no próximo post.

Mais Padova aqui. E sobre Veneza aqui.

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Sou professora por formação, artista plástica, designer e blogueira, mas gosto mesmo é de ser nômade. Moro seis meses em Londres, quando aproveito para viajar pela Europa, e seis meses no Rio de Janeiro, quando planejo as próximas viagens.
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Sou professora por formação, artista plástica, designer e blogueira, mas gosto mesmo é de ser nômade. Moro seis meses em Londres, quando aproveito para viajar pela Europa, e seis meses no Rio de Janeiro, quando planejo as próximas viagens.
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15 Responses to "Viagem à Itália: Venezia Sta Lucia – Padova Centrale"

  1. Denise says:

    Saudações, Celina!
    E muito obrigada pelas dicas, fotos e comentários. Já estive na Itália 2 vezes porém, sempre com carro alugado.
    Desta vez, como vou ficar em Pádua e arredores pretendo usar os ônibus e trens.
    Mas tenho dificuldade em encontrar sites que forneçam os preços das viagens entre as cidades.
    Você poderia me ajudar?
    Grata, Denise

    Responder
  2. Denise says:

    Saudações, Celina!
    E muito obrigada pelas diucas, fotos e comentários. Já estive na Itália 2 vezes porém, sempre com carro alugado.
    Desta vez, como vou ficar em Pádua e arredores pretendo usar os ônibus e trens.
    Mas tenho dificuldade em encontrar sites que forneçam os preços das viagens entre as cidades.
    Você poderia me ajudar?
    Grata, Denise

    Responder
  3. Patricia Blower says:

    Este blog está bombando e vai bobar ainda mais!!!!!!

    Responder
  4. Angela says:

    Cel,
    Se eu comprar um ipad na Espanha, quando voltar ao Brasil, terei que configurá-lo? ou vice versa, se eu levar um Ipad do Brasil, não terei problemas para usá-lo na Europa??
    bjs

    Responder
    • celmartin says:

      Angela, eu não tenho experiência com Ipad, mas creio que não há problema algum. O Samsung que eu trouxe do Brasil, funcionou sem problemas. Afinal, são feitos para mobilidade mesmo. Basta comprar um chip local (do país) com conexao à internet .

      Responder
    • celmartin says:

      Só acho melhor ver a review do novo Ipad. Por aqui estão dizendo que ele esquema muito! Tipo 47 graus quando a temperatura ambiente é maior que 25 graus. O que para o Brasil é quase gostoso glacial:)!

      Responder
  5. Paula pereira says:

    Cel,entao quer dizer que qdo eu for pra europa de novo com meu lindo tablet samsung eu posso comprar um chip da tim em qualquer lugar e conectar? Como funciona isso?

    Responder
    • celmartin says:

      Oi Paula,
      Para usar o seu lindo tablet Samsung, é só procurar uma loja de celulares, nas cidades/países que você for ficar. A Tim é na Itália e tem um chip específico para conexão com a Internet. Em Londres/Inglaterra/Escócia há várias operadoras. Eu uso a 3 (three) e/ou a O2 (10 libras) para o tablet, mas só é vantajoso para o pais que você está, senão tem pagar o Rooming que sai meio caro, conforme a operadora.

      Responder
  6. Livi says:

    Querida vc precisa escrever um livro com dicas de viagem. Aliás o material já está aqui só precisa ser publicado. :-) Bjokas

    Responder
  7. Roberta says:

    Vim parar aqui sem querer e gostei do que vi! Fuçando um pouco vi que fez bons amigos estudando francês. Sou professora dessa língua linda e também adoro viajar. Vou te seguir no Twitter. Um grande abraço, Roberta.

    Responder
    • celmartin says:

      Olá Roberta,
      Bienvenue! Pois é … o francês sempre me trouxe boas coisas. Amo a língua, o país, a cultura.
      Não sou lá uma Twiteira assídua, mas obrigada por me seguir. abcos

      Responder
  8. Eulalia Fernandes says:

    Nossa, você consegue fazer uma história linda com pouquíssimas horas :)

    Mas essa ponte… vamos combinar… os venezianos tem toda razão… e, pelas condições que você descreveu, duvido que tenha agradado aos turistas também…

    Mas Veneza é linda linda linda, sob qualquer circusntancia ;)

    Aguardo Padova ansiosa. Não conheço!
    beijinhos

    Responder
  9. Lia Matar says:

    Que blog maravilhoso! Fotos lindas, informações praticas, e muito conteúdo. Parabéns.

    Responder

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