Reviajando -Innsbruck, lá na Austria
Sempre quis conhecer Innsbruck. Aliás, desde “A Noviça Rebelde”, que eu sonho em ver as montanhas da Áustria e picos cobertos de neve. “Tá bom, o filme se passa em Salzburg, nosso próximo destino!” Mesmo assim, neve para uma carioca é sempre um sonho (quase) impossível.
Desta vez, quando dei de cara com uma passagem de avião por 30 libras de Londres para Innsbruck, não tive dúvidas. O mais incrível foi achar um hotel, no centro da cidade, que cabia no orçamento.
Innsbruck é uma das cidades mais antigas da Europa. Fundada como colônia romana, com o nome de Veldidena, passou para os bávaros, no século VI e torna-se capital do Tirol em 1429. E bem como eu gosto, é cortada pelo rio INN. O nome vem daí.:brücke é ponte…Innsbruck, ponte sobre o rio Inn.
E para chegar ao centro da cidade???
Não há nada mais fácil do que chegar ao centro da cidade. Um ônibus passa logo na saída, e por 1,50 euros e 8 minutos, você está na Maria Theressian Strasse que é a rua central e também onde fica o hotel em que ficamos. Demoramos um pouco para encontrar o Hotel Brëinossl, porque o nome estava meio escondido. No hotel, obtivemos as confirmações de tudo que eu já tinha pesquisado. Era tudo perto mesmo!
Como já estava anoitecento, não deu para ver as montanhas. Minhas expectativas eram enormes, assim como nosso casacos que tivemos que espremer para fecharmos as malinhas. Afinal, a temperatura nas montanhas oscilava entre -8 e -24.
Dá para imaginar???? aproveitamos a liquidação da Mountainwearehouse e nos equipamos para um tour pelas montanhas geladas dos Alpes austríacos.
Nessa primeira noite, demos uma volta por essa rua central, as paralelas e perpendicualares. Conseguimos achar o supermercado salvador, responsável pelas cervejas e por nosso “jantar”. Mas deu também para perceber que é uma cidade cara, no que diz respeito a roupas. A maioria acima dos 3 dígitos. Então é bom levar tudo o que for preciso, comprichas por lá, podem fazer seu cartão de crédito ter convulsões! Também chegamos à conclusão, que, pelo menos no inverno, a cidade some às 6 e meia da noite. Depois dessa hora, quase ninguém na rua.
A não ser nós, batendo perna, para nos localizarmos. Exaustos, mas curiosíssimos, fizemos nossas comprinhas no supermercado. Tudinho em alemão. Mas quem precisa de tradução para descobrir uma lata de cerveja, indetificar queijos maravilhosos, pães de enlouquecer, batatas fritas apimentadas e outras guloseimas mais? Ah sim, não foi tão caro assim… Por isso, sempre procuro um super mercado nas redondezas… Um pique-nique no quarto, pode ser sua melhor refeição, ever!
Ainda tínhamos disposição para um pub, mas acabamos mesmo fazendo a festa no quarto do hotel. O hotel aliás, um ótimo custo benefício com um excelente café da manhã.
No dia seguinte eu mal podia esperar para ir logo para as montanhas. Aconselho o Innsbruck card. Mesmo que não dê tempo de ver tudo que ele dá direito, só a subida e descida às três estações, já saem bem mais caro que o cartão. Compramos o de 24 horas a 36 euros cada.
No mapa abaixo dá para ver como é pequena a cidade, pelo menos o centro, onde tudo acontece. O quadrado vermelho, é digamos assim, o buxixo. Estão marcados o nosso hotel e a estação onde se pega o bondinho para a primeira estação.
Nordkettenbahnen, a funicular (transporte que leva montanha acima), leva o visitante do centro da cidade, desde a Congrees Station às estações nas montanhas.
No caminho para a estação, descobrimos a entrada para o centro histórico. Mas a nossa meta, era outra.
Atenção para o detalhe das botas, hehehe! Éramos sêres recobertos por matelassê, plumas e sei lá mas o que tinha por dentro do casaco! Só consegui ficar com “a criatura” fechada lá em cima, tal o calor que o bicho proporciona!
Na subida para a primeria estação, estávamos sozinhos no trem. E começa a subida…
A primeira estação chama-se Hungerburg.
fonte:sonnhof-mutters.at
Projetada por Zaha Hadid, é um arraso! futurística, espacial, e ao mesmo tempo parecida com uma geleira, e é linda! Estamos aí, a 860 m acima.
Ficamos pouco tempo. A gente queria mesmo, era ir na mais alta! Ô ansiedade! Look do dia: Notem os delicados agasalhos, para aguentar -18, tudo trabalhado no degradé de azul e rosa. #FOFO!
Os bancos do restaurante são forrados com pele! E lá fomos nós para Seegrube, a segunda estação, onde rola o total buxixo, com um super restaurante, onde as famílias se reúnem, “se esquentam do lado de dentro” , e os skiadores se encontram para uma social.
E as cadeiras? é sentar e olhar para as nuvens ou para o nada!!! Estamos a 1905 m acima! Literalmente no meio de nuvens.
Mas Hafelekar, a mais alta e última estação nos esperava…a 2256 m acima do nível do mar!!!
Hafelekar Alpes Austríacos
Uma loucura!!!! E nem senti tanto frio assim. Mas o visual é de enlouquecer!!! É lógico que não esquiamos. Quase surtei quando vi um cara simplesmente desaparecer na minha frente esquiando. Ele subiu num desses picos, e pluft, sumiu no nada.
Uma das experiências mais loucas da minha vida.
Nesta estação, não há uma grande construção. Uma casinha de madeira ali, outra acolá, neve, muuuuita neve e nuvens abaixo de nós, fazendo tudo parecer um mar branquinho. Em momentos, achei de Deus estava alí…
Voltamos então à Seegrube para comemorarmos à altura e a altura! Brindar a essa aventura maluca que eu planejei e os “filhotes” adoraram.
Muuuuuuuuuuito frio, aliás, mais frio do que lá em cima! Tomamos todas, enquanto víamos o pessoal, chegar coberto de neve, depois de esquiar a manhã inteira.
Na volta é que se pode perceber a beleza do caminho. I N E S Q U E C Í V E L!
Mais sobre Innsbruck aqui e aqui, Quer ver toda a viagem? Veja aqui



































Que fotos!E que botas eram aquelas? Bem sexy, hein?
Uma experiencia fantastica!
Estou viajando com vcs.
beijocas
pat
Ticha, as botas eram enormes, quentinhas e especiais para neve. Sei lá porque tinha esse negócio que refletia a luz! Mas em liquidação, por 23 libras, foi ótimo! Usamos as ditas cujas praticamente durante toda a viagem.